Da Periferia aos Desafios do Ensino Superior

sábado, 1 de dezembro de 2012

Prounistas da PUC fundam coletivo para articular demandas - AGEMT - 26/11/12

Matéria publicada por Guilherme Almeida - AGEMT

                                          Foto: Marina D'aquino     


O Projeto Universitário de Suporte ao Estudante  (Pro-Uni-SE) nasceu em 2011 para articular os alunos do programa Prouni do governo federal.

Autogerido pelos próprios estudantes bolsistas do programa, o  ProUni-SE  foi concebido inicialmente para garantir a equidade entre pagantes e bolsistas perante à universidade, já que não são garantidos os mesmos direitos em relação ao trancamento de cursos e transferências de créditos. Além disso, o coletivo  passou a se preocupar também com outras questões, como o possível choque social a que estudantes mais pobres podem sofrer quando imersos numa realidade mais elitista – como é a da maioria da universidades particulares.

O Prouni antes era uma medida paliativa, agora é projeto fixo no plano de educação, uma realidade que veio para ficar. No entanto, o estudante não tem respaldo, além da concessão da bolsa. Cabe aos próprios bolsistas arcarem com todas as despesas relativas ao curso, como por exemplo a compra de material, alimentação e transporte. Em outras palavras, o acesso à universidade é facilitado mas a permanência não.

Hoje o grupo ganha corpo e passa a agir como mais uma das forças políticas da PUC-SP. Inclusive levando a criação de coletivos similares em outros campi. O ProUni-SE tem um projeto agregador, que pensa na qualidade de formação do estudante bem como a qualidade do tempo passado na universidade. Ideias como atividades culturais e a criação da um jornal estão ganhando forma em seus debates.

O que é o Prouni ?

É um programa do governo federal, referendado pela lei No 11.096, em vigor desde 13 de janeiro de 2005. Está previsto no Plano Nacional da Educação, desde sua versão antiga de 2004 e na atual (2011 – 2020). O meio de ingresso no Prouni é o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM). O estudante se candidata para uma vaga e é selecionado ou não pela sua nota na prova. Quem não consegue a bolsa fica numa lista de espera, semelhante a qualquer vestibular.Uma média de 195 mil bolsas foi oferecida no inicio desse ano, para quase 900 mil inscritos. Ou seja, em relação à demanda, o número de vagas é limitado.

PAC

Existe um setor na PUC-SP que deveria oferecer ao estudante condições de adaptação ao ambiente, acompanhamento psicológico entre outros problemas que levam à evasão de bolsistas. Contudo, a intersetorialidade não é um forte da Pontifícia. Isso faz com que o SABE (setor de administração de bolsas de estudo) não repasse para o PAC (setor de atendimento universitário) dados importantes para uma ação estratégica nesse sentido.




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